segunda-feira, 16 de abril de 2018

Bispos relatam desafios do

Oiapoque ao Chuí do Brasil
‘A experiência das Igrejas locais em regiões extremas do Brasil’ foi partilhada nesta segunda-feira (16) pelo bispo de Macapá (AP), Dom Pedro José Conti e pelo bispo de Rio Grande (RS), Dom Ricardo Hoepers com jornalistas durante a 56ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Os prelados falaram sobre os desafios de ser Igreja nestas realidades extremas e particulares do país, como o Oiapoque, no extremo norte, e o Chuí, no extremo Sul.
Oiapoque
Dom Pedro José Conti ressaltou os desafios sobre as grandes distâncias, as dificuldades de transporte e de comunicação em virtude da extensão territorial e amplitude da fronteira.
Dom Pedro José Conti
A cidade de Oiapoque é a única fronteira brasileira com um território europeu ultramarino, a Guiana Francesa. Essa região e sua condição de fronteira se depara com desafios como a invisibilidade social e o isolamento territorial.
Oiapoque fica a 600 quilômetros de Macapá, capital do estado. Parte da estrada ainda não é asfaltada, o que dificulta ainda mais o acesso terrestre à cidade, cercada por águas e florestas, afirmou Dom Pedro José Conti.
O bispo de Macapá citou ainda situação da Ponte Binacional Franco-Brasileira que vai liga por via terrestre o Brasil e a União Europeia a partir da divisa entre o Amapá e a Guiana Francesa. Dom Pedro explicou que entre os empecilhos para o uso da ponte estão as barreiras físicas e econômicas.
Garimpos clandestinos, tráfico de pessoas, tráfico de drogas e a falta de religiosos dedicados a missão nessa área também são desafios presentes na região.
Chuí
O bispo de Rio Grande (RS), Dom Ricardo Hoepers trouxe os desafios do Chuí, extremo sul do Brasil. O Chuí é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul. É a cidade mais meridional do país, fazendo fronteira com a cidade doChuy, no Uruguai.
Dom Ricardo Hoepers
Uma Igreja vazia e mais uma vez a escassez de religiosos estão entre os pontos citados pelo bispo. Dom Ricardo citou uma pesquisa de 2010 onde foi identificado que 54% da população se declara sem religião. O percentual é preocupante para a Igreja local, visto que em todo território brasileiro essa taxa é de 8%.
“A região concentra um número expressivo de árabes palestinos, espíritas e evangélicos. Nesse cenário temos um grande desafio de evangelização, já que os cristãos representam apenas 30% da população”, afirmou.
O esforço da diocese é de ir ao encontro dos nossos católicos tendo uma presença mais efetiva entre os cristãos.
Dom Ricardo Hoepers ainda falou sobre a liberação da maconha no Uruguai, o que também causa um problema social com dependentes químicos. O país é o único no mundo a legalizar a produção, comercialização e distribuição da droga.
Segundo o bispo a resposta da diocese foi pedir aos prefeitos das cidades no Brasil e Uruguai a instalação de uma Casa de Dependentes químicos.
Ainda nesta segunda-feira (16), o A12.com transmite a Coletiva de Imprensa, às 15h. Amanhã (17), às 9h, a atuação da Igreja no Brasil sobre a situação dos imigrantes venezuelanos será tema do ‘Meeting Points’ com o bispo de Boa Vista (RR), Dom Mário Antônio.
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Assista:
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Coletiva destaca
o protagonismo do Leigo para um mundo melhor
Nesta segunda-feira (16) a 56º Assembleia dos Bispos do Brasil realizou o 4º dia da coletiva de imprensa, com a presença de Dom Severino Clasen, bispo de Caçador (SC), Dom Fernando Saburido, arcebispo de Olinda e Recife (PE) e Dom Roberto Ferreria Paz, bispo de Campos (RJ). A pauta contemplou o projeto Pensando o Brasil, que tem o tema “O Estado Laico”, as ações referente ao Ano do Laicato que segue até novembro e a realização do 18º Congresso Eucarístico Nacional.
Dom Fernando Saburido
Dom Fernando Saburido, arcebispo de Olinda e Recife (PE) iniciou a sua explanação com a apresentação de um vídeo de seis minutos, relatando os preparativos que já estão em andamento para a realização do 18º Congresso Eucarístico que vai acontecer de 12 a 15 de novembro de 2020 e a inspiração para a escolha do tema, “Pão em todas as mesas” e o lema “Repartiam o pão com alegria e não havia necessitados entre eles”.
Essa é a segunda vez que Recife recebe o evento, a primeira foi em 1939 acolhendo a 3º edição do Congresso. “Para nós é um privilégio grande estar pela segunda vez realizando esse congresso”, afirmou Dom Fernando.
Para o evento foram instituídas 13 comissões de trabalho que segundo Dom Fernando, já estão se reunindo mensalmente, desde 2017. O arcebispo também comentou sobre uma Coleta Nacional que será realizada em 2019 com o objetivo de contribuir com a execução do Congresso. “Um evento como esse exige bastante recurso e a tradição é que para cada Congresso Eucarístico se faça uma Coleta Nacional em todas as Dioceses do Brasil, de modo que já foi aprovada essa coleta aqui pela Assembleia Geral e deverá acontecer no próximo ano, porém no nosso Regional Nordeste 2 que vai sediar o Congresso, decidiu-se fazer a coleta ainda nesse ano, para fazer frente as primeiras despesas”, explicou o arcebispo.
Dom Roberto Ferreria Paz
Dom Roberto Ferreria Paz, bispo de Campos (RJ) falou sobre o a 5º edição do projeto Pensando o Brasil que nesse ano tratará do Estado Laico, abrangendo todos os desafios que esse tema apresenta.
Dom Roberto explica a diferença entre laicidade e laicismo e reforça o empenho da Igreja em defender o conceito de laicidade colaborativa positiva, afirmando que para isso é necessária à presença indispensável do leigo na sociedade. “O que vai definir a laicidade positiva é a indispensável presença dos leigos no mundo e na sociedade, porque onde não há um laicato forte com identidade, com vocação, o laicismo toma conta ou outras ideologias”.
Dom Severino Clasen
Dom Severino Clasen, bispo de Caçador (SC) e Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato, destacou a motivação das reflexões do ano do laicato, sublinhando a importância de despertar a consciência dos cristãos leigos como testemunha do evangelho nas realidades do mundo. Dentre as ações incentivadas para acontecerem em toda a Igreja do Brasil, Dom Severino enfatiza a Semana Missionária que será realiza de 22 a 28 de julho nas comunidades, paróquias e dioceses de todo o Brasil.
Em cada dia o subsídio que dará embasamento para a Semana Missionária abordará a Família e o Mundo do Trabalho, o Mundo da Política, a Comunicação e Educação, o Mundo da Cultura e a Casa Comum e ainda, o tema da Campanha da Fraternidade, “Superação da Violência e Cultura de Paz”.
Dom Severino ressaltou que as ações do Ano do Laicato precisam atingir a dimensão social, para que resultados concretos sejam atingidos. “É preciso redimensionar as ações do Ano do Laicato para que não permaneça somente na dimensão interna, mas é preciso criar um espírito missionário na dimensão social, para que possamos perceber que o mundo pode ser melhor quando os cristãos leigos vivem a sua cidadania nas questões do seu município”.
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