terça-feira, 22 de maio de 2018

Futuro cardeal, Dom Ticona:

Não consigo acreditar, sou camponês
Numa entrevista, Dom Ticona diz de si mesmo: “Sou filho de um minerador, sou um camponês, porém, sobretudo sou uma pessoa humilde”. E acrescenta: “O Papa Francisco tem apreço por mim, embora eu desconheça o motivo”.
Dom Toribio com o Papa
Cidade do Vaticano -“Uma notícia surpreendente. Até agora não consigo acreditar.” Foram as primeiras palavras do futuro cardeal boliviano, Dom Toribio Ticona Porco, bispo emérito da Prelazia de Corocoro, na Bolívia.
Futuro cardeal: sobretudo sou uma pessoa humilde
Numa entrevista à agência boliviana Fides, Dom Ticona diz de si mesmo: “Sou filho de um minerador, sou um camponês, porém, sobretudo sou uma pessoa humilde”. E acrescenta: “O Papa Francisco tem apreço por mim, embora eu desconheça o motivo”.
Momento de trabalhar juntos pela unidade da nossa terra
O futuro cardeal enviou uma primeira saudação ao povo boliviano convidando, em primeiro lugar, a “agradecer a Deus por esta nomeação” e, em seguida, se dirigiu “aos irmãos camponeses e mineradores” para explicar que este é o momento de “trabalhar pela unidade da nossa terra, para trabalhar juntos, Igreja e Estado, sem rancor”.
Ultra octogenário, futuro purpurado não será cardeal eleitor
Nascido em 1937, Dom Ticona já superou os oitenta anos e, portanto, não poderá ser um cardeal eleitor. Em todo caso, será o único boliviano a fazer parte do Sacro Colégio. No ano passado, ao completar oitenta nos, dissera de si:
“Trabalhei como engraxate, vendi jornais, sou um minerador, e agora bispo. Agradeço por tudo ao Senhor e não espero mais nada da vida, somente que me acolha quando chegar a minha hora.”
Congratulações do mandatário boliviano
Num tuíte o presidente boliviano Evo Morales dirigiu-se calorosamente ao futuro cardeal: “Uma bonita surpresa, uma designação justa e bem escolhida. Meu respeito e admiração por meu irmão bispo Toribio Ticona, que agora será cardeal, que conheci como grande servidor, não somente da fé, mas também do povo esquecido na pobreza. Continuaremos trabalhando juntos”.
(Agência Sir)
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Paróquia São José - Paraisópolis (MG)

Horário de Missas e outros eventos
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Dia 22 - Terça-feira
15h - Matriz
19h - São Vicente     19h - Andorinhas    19h - Inácios
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Dia 23 - Quarta-feira
19h - Terço dos Homens na Matriz
19h - São Luiz      19h - Santa Vitória
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Dia 24 - Quinta-feira
15h - Matriz
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Dia 25 - Sexta-feira
15h - Asilo São Vicente de Paulo
19h - Boa Vista II     19h - Residencial Paraíso    19h - Santa Luzia (Bela Vista)
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Dia 26 - Sábado
19h - Matriz
19h - São Francisco      19h - São Geraldo
19h - Ponte do Neneco
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Dia 27 - Solenidade da Santíssima Trindade
7h - Matriz     9h - Matriz    11h Santa Edwiges
  16h - Cochos
19h - Matriz      19h - Santo Antônio
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segunda-feira, 21 de maio de 2018

Papa na missa desta segunda-feira:

A Igreja é mulher e mãe, como Maria
Na homilia, o Santo Padre ressaltou que nos Evangelhos, Maria sempre é indicada como “Mãe de Jesus”, não “a Senhora” ou “a viúva de José”: a sua maternidade percorre toda a Sagrada Escritura, desde a Anunciação até o fim.


Cidade do Vaticano - “A Igreja é feminina”, “é mãe” e quando falta esta identidade ela se torna “uma associação beneficente ou um time de futebol”; quando “é uma Igreja masculina”, infelizmente se torna “uma Igreja de solteirões”, “incapaz de amor, incapaz de fecundidade”.
Foi o que disse o Papa Francisco na missa celebrada nesta segunda-feira (21/05), na capela da Casa Santa Marta, dia em que a Igreja recorda a Beata Virgem Maria, Mãe da Igreja. Esta memória é celebrada pela primeira vez, este ano, após a publicação em 3 de março passado, do decreto “Ecclesia Mater” da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.
O Papa Francisco quis que esta memória fosse celebrada na segunda-feira depois de Pentecostes para “favorecer o crescimento do sentido materno da Igreja nos pastores, nos religiosos e fiéis, como também a genuína piedade mariana”.
A Igreja é feminina
Na homilia, o Santo Padre ressaltou que nos Evangelhos, Maria sempre é indicada como “Mãe de Jesus”, não “a Senhora” ou “a viúva de José”: a sua maternidade percorre toda a Sagrada Escritura, desde a Anunciação até o fim. Uma especificidade que os Padres da Igreja entenderam rapidamente, bem que alcança e cinge a Igreja.
“A Igreja é feminina, porque é igreja, esposa: é feminina. É mãe, dá à luz. Esposa e mãe. E os Padres vão além e dizem: ‘A sua alma também é esposa de Cristo e mãe’. Nessa atitude de Maria, que é Mãe da Igreja, neste comportamento podemos entender essa dimensão feminina da Igreja que, quando não existe, a Igreja perde a verdadeira identidade e se torna uma associação beneficente ou um time de futebol ou qualquer outra coisa, mas não a Igreja.”
Somente uma Igreja feminina poderá ter “comportamentos de fecundidade”, segundo as intenções de Deus, que “quis nascer de uma mulher para nos ensinar este caminho de mulher”.
Não a uma Igreja de solteirões
“O importante é que a Igreja seja mulher, que tenha esta atitude de esposa e mãe. Quando nos esquecemos disso, é uma Igreja masculina, sem esta dimensão, e se torna tristemente uma Igreja de solteirões, que vivem no isolamento, incapazes de amor, incapazes de fecundidade. Sem a mulher, a Igreja não vai adiante, porque ela é mulher. Esta atitude de mulher vem de Maria, porque Jesus quis assim.”
A ternura de uma mãe
Uma das virtudes que mais distingue uma mulher, observou o Papa Francisco, é a ternura, como Maria que “deu à luz seu filho primogênito, o enfaixou e o colocou numa manjedoura”: cuidar, com mansidão e humildade são as qualidades fortes das mães”.
“Uma Igreja que é mãe segue o caminho da ternura. Conhece a linguagem da sabedoria do carinho, do silêncio, do olhar cheio de compaixão, que tem gosto de silêncio. E, também, uma alma, uma pessoa que vive essa pertença à Igreja, sabendo que também é mãe, deve seguir o mesmo caminho: uma pessoa afável, terna, sorridente e cheia de amor”.
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domingo, 20 de maio de 2018

CrismaFest é celebrado

pela Arquidiocese em Pouso Alegre 
Cerca de 1600 jovens que irão receber o sacramento da Crisma neste ano nas paróquias da Arquidiocese de Pouso Alegre estiveram reunidos durante este domingo, dia 20, em Pouso Alegre, durante o 4º CrismaFest. Foi um encontro de muita oração, alegria e reflexão sobre a missão que esses jovens vão assumir. O encontro ocorreu no Poliesportivo do Colégio São José, em Pouso Alegre.

O encontro, organizado pela Pastoral Bíblico-Catequética, teve início às 08h30, com o café. Depois de um pouco de música e dança, todos entraram em clima de oração. O setor pastoral Mantiqueira fez uma pequena apresentação, ajudando os jovens a refletirem sobre o tema ("Jovens: alegres na esperança e perseverantes na oração") e lema ("A esperança não decepciona porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado" - Rm 5,5). 
Jovens no Colégio São José
Momento importante e de silêncio respeitado pelos crismandos foi a adoração e bênção com o Santíssimo Sacramento. Após o almoço, às 14h30, os jovens saíram em procissão até a Catedral Metropolitana, onde participaram da Santa Missa, presidida pelo Arcebispo Metropolitano, Dom José Luiz Majella Delgado - C.Ss.R.
Em sua homilia, o arcebispo ressaltou que devemos ser hospitaleiros do Espírito Santo, com sua ação de renovação e vida nova. Essa experiência leva a todos a seguirem um caminho, uma verdade, transformando a realidade. 
"A ação do Espírito Santo vem unificar a Igreja para que seja uma Igreja em comunhão, que viva os vários ministérios e carismas dentro da Igreja, para que seja uma Igreja de comunhão. Não é o que nos estamos vivendo aqui? a beleza dessa catedral na tarde de hoje toca no coração de Deus, porque aqui estamos espelhando a comunhão da arquidiocese de Pouso Alegre. São as várias comunidades que você representa, são as nossas paróquias que se unem para viver essa experiência do CrismaFest, eis a ação do Espírito. Queremos agradecer, ser uma Igreja em comunhão. Uma Igreja que tem a diversidade dos ministérios, mas estamos unidos em Cristo Jesus, que é o nosso centro", refletiu. 
Leia a homilia na íntegra:
A caminho da Catedral
"Pentecostes é a ação do Espírito Santo. Na Primeira Leitura e Evangelho que ouvimos, escutamos a beleza do acontecimento de Pentecostes na comunidade cristã. Na Primeira Leitura, no livro dos Atos dos Apóstolos, vamos encontrar o grupo dos Apóstolos reunido em uma sala em oração, com a presença de Maria, a Mãe de Jesus. O Espírito vai vir sobre este grupo em forma de língua de fogo, fogo que arrasa, que devora, que aquece. E esse Espírito vai provocar nesse grupo um grande impulso, vai se tornar o grupo do testemunho do Ressuscitado. A partir deste momento, eles vão sair, vão pegar o rumo, o caminho para testemunhar Jesus. São tão impulsionados por esse acontecimento que eles abraçam este momento como momento de uma grande missão e ouvimos como foi bela essa missão. Todos se entendiam. É essa experiência que a ação do Espírito provoca em nós, hoje, crismandos 2018. Provoca essa certeza: a missão que o Espírito nos dá é testemunhar Jesus Cristo. Esta é a missão: precisamos nos colocar a caminho. Você vai percebendo que toda a catequese da Crisma vem fortalecer você para continuar o caminho. A catequese da Crisma não é para diplomar você, mas para colocar você com mais segurança nesse rumo, nesse caminho, testemunhando Jesus Cristo. E você jovem, testemunhando Jesus Cristo, é como fogo que vai tomando conta dessa nossa sociedade marcada por tanta traição, mentira edesamor. A ação do Espírito vai conduzir você a testemunhar Jesus no mundo de hoje. 
A experiência do Evangelho nos mostra a ação do Espírito que vem do Cristo ressuscitado. Encontramos o grupo do Ressuscitado também numa sala, porém, com as portas fechadas e com medo. Eis uma comunidade insegura, temerosa. Mas Jesus vai se colocar no meio do grupo, vai lhes dar a paz e soprar o Espírito Santo. E logo em seguida, Jesus disse que os pecados daqueles que vocês perdoarem serão perdoados. A ação do Espírito Santo nessa comunidade de João traz uma certeza: a comunidade precisa se reunir ao redor de Jesus. Jesus é o centro, e a comunidade que tem Jesus como centro e cheia do Espírito Santo é a comunidade que vive a misericórdia, é a comunidade que perdoa. Eis a ação do Espírito Santo sobre nós, para ser uma Igreja que perdoa, para ser misericordiosa. A ação do Espírito Santo vem unificar a Igreja para que seja uma Igreja em comunhão, que viva os vários ministérios e carismas dentro da Igreja, para que seja uma Igreja de comunhão. Não é o que nos estamos vivendo aqui? a beleza dessa catedral na tarde de hoje toca no coração de Deus, porquê aqui estamos espelhando a comunhão da arquidiocese de Pouso Alegre. São as várias comunidades que você representa, são as nossas paróquias que se unem para viver essa experiência do CrismaFest, eis a ação do Espírito. Queremos agradecer, ser uma Igreja em comunhão. Uma Igreja que tem a diversidade dos ministérios, mas estamos unidos em Cristo Jesus, que é o nosso centro. 
Dom Majella preside a Eucaristia
Querido jovem, a alegria do Espírito Santo em nossa vida hoje é para nos conduzir à missão. O Espírito Santo vem nos impulsionar para que possamos tirar de dentro do nosso coração o medo, a insegurança, a vergonha. Como você se sentiu na rua, seguindo o trio elétrico? Você se sentiu que estava realmente testemunhando Jesus Cristo? O Espírito Santo vem sobre nós, hoje, para que possamos tirar a vergonha de dizer que sou um jovem católico, um jovem cristão. Tirar a vergonha de testemunhar que Jesus é meu amor, que é minha vida, que é o caminho que faço para chegar ate Deus, que é nossa meta. A ação do Espírito Santo nesse dia de hoje, vem nos conduzir a essa missão. Tenhamos coragem, disposição. Não tememos porquê o Cristo ressuscitado disse aos seus discípulos: 'eu volto para o Pai, mas enviarei a vocês o Espírito Santo', o Defensor, o grande Dom de Deus.
Assembleia participa da Missa
Que possamos retornar para nossas casas, para nosso dia a dia, para nosso trabalho, para nossa vida familiar,  vida que talvez tenha muitas ausências, muitas indiferenças, mas é a nossa casa, é a sua casa, é o seu lar, é ali que você precisa ser presença, precisa abraçar. Você pode dizer: 'não e o paraíso!' Não é o paraíso mesmo, mas é lá na sua casa que você, ao retornar hoje, vai levar uma vida nova, vai levar essa presença do Espírito Santo com uma certeza: eu faço um caminho. Por mais difícil que seja a resistência em minha casa, eu trago a esperança para esta casa. E a razão da sua esperança é Jesus Cristo. Retorne para o seu dia a dia com essa esperança: fomos reconciliados pelo Senhor, vivemos em meio a conflitos e inseguranças, mas quem segue Jesus rompe o medo, vence os temores, vence as tribulações do dia a dia. 
Que você entre na sua casa, no seu mundo com essa certeza: eu sigo Jesus. Por isso eu vencerei o medo, as tribulações, os conflitos, porque eu estou com Jesus. Ele é meu Deus. Meu querido jovem, o nosso CrismaFest está se encerrando com esta Celebração. Acontece que nesse mês de maio, mês que olhamos para Maria de uma forma filial, mas também mais intensa da sua intercessão. Maria foi aquela que disse 'sim' ao Espírito de Deus, acolheu o Espírito de Deus em sua vida. O Espírito de Deus foi o grande hóspede do coração de Maria. Que neste mês de maio possamos olhar para Maria como a hospitaleira do Espírito Santo e que ele venha ser também em nosso coração o grande hóspede com sua ação de renovação e vida nova. Amém!"
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                                                               Fonte: arq.mirade.com.br     Texto: Pe. Andrey Nicioli

Papa na Missa de Pentecostes:

"Força do Espírito é um reconstituinte para a vida"
Em sua homilia, o Papa afirmou que "o Espírito lembra à Igreja que não obstante os seus séculos de história, é sempre uma jovem de vinte anos, a Noiva jovem por quem está perdidamente apaixonado o Senhor".


Cidade do VaticanoA Basílica de São Pedro ficou lotada na manhã deste domingo (20/05) para a celebração da missa de Pentecostes, presidida pelo Papa Francisco. Cardeais, bispos e sacerdotes, usando paramentos vermelhos, concelebraram a liturgia com o Papa.
A homilia do Papa Francisco começou com a explicação da primeira leitura do dia, que narra a rajada de vento que veio do céu com um ruído e que encheu toda a casa em que os discípulos se encontravam: a vinda do Espírito Santo no Pentecostes é a força divina que muda o mundo.
Muda os corações
“Aqueles discípulos que antes viviam no medo, fechados em casa, mesmo depois da ressurreição do Mestre, são transformados pelo Espírito e – disse o Papa, desta vez mencionando o Evangelho do dia – «dão testemunho d’Ele»”.
“De hesitantes, tornam-se corajosos e, partindo de Jerusalém, lançam-se até aos confins do mundo. Medrosos quando Jesus estava entre eles, agora são ousados sem Ele, porque o Espírito mudou os seus corações”.
“A experiência ensina que nenhuma tentativa terrena de mudar as coisas satisfaz plenamente o coração do homem”
"A mudança do Espírito é diferente: não revoluciona a vida ao nosso redor, mas muda o nosso coração, transformando-o de pecador em perdoado”.
O Espírito como um reconstituinte de vida
A partir desta reflexão, o Papa sugeriu que quando precisarmos de uma verdadeira mudança, quando as nossas fraquezas nos oprimem, quando avançar é difícil e amar parece impossível, faria bem tomar diariamente este reconstituinte de vida: é Ele, a força de Deus.
Muda as vicissitudes
Prosseguindo a homilia, o Papa disse que depois dos corações, o Espírito, como o vento, sopra por todo o lado e chega às situações mais imprevistas.
“Como na família, quando nasce uma criança, esta complica os horários, faz perder o sono, mas traz uma alegria que renova a vida, impelindo-a para a frente, dilatando-a no amor, do mesmo modo o Espírito traz à Igreja um «sabor de infância»; realiza renascimentos contínuos. Reaviva o amor do começo".
“O Espírito lembra à Igreja que, não obstante os seus séculos de história, é sempre uma jovem de vinte anos, a Noiva jovem por quem está perdidamente apaixonado o Senhor”
Gaza, nome que suscita dor
Citando o episódio dos Atos dos Apóstolos em que o diácono Filipe é impelido “por uma estrada deserta, de Jerusalém a Gaza”, o Papa acrescentou: “como este nome soa doloroso, hoje! Que o Espírito mude os corações e as vicissitudes e dê paz à Terra Santa!”.
Terminando, o Papa pediu que Espírito Santo, rajada de vento de Deus, sopre sobre nós: “Soprai nos nossos corações e fazei-nos respirar a ternura do Pai. Soprai sobre a Igreja e impeli-a até aos últimos confins; vinde, Espírito Santo, mudai-nos por dentro e renovai a face da terra”.
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Assista:
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Papa na oração Regina Coeli: 
"Santidade não é privilégio de poucos, é vocação de todos"
Explicando o sentido de Pentecostes aos fiéis, romanos e turistas presentes na Praça são Pedro, o Papa disse que com a efusão do Espírito Santo sobre os apóstolos, teve início a história da santidade cristã.

Cidade do VaticanoNa Solenidade de Pentecostes, o Papa presidiu a liturgia na Basílica de São Pedro e em seguida, recitou o Regina Coeli da sacada de seu escritório. Assim, milhares de pessoas puderam participar e rezar juntos esta oração dominical e acompanhar a reflexão de Francisco.
O início da história cristã
Explicando o sentido desta festividade aos fiéis, romanos e turistas presentes na Praça, o Papa disse que com a efusão do Espírito Santo sobre os apóstolos, teve início a história da santidade cristã, que “não é privilégio de poucos, mas vocação de todos”.
“Desde aquele dia, e até o final dos tempos, esta santidade, cuja plenitude é Cristo, é doada a todos os que se abrem à ação do Espírito e se esforçam em ser dóceis a ele”
"É o Espírito que nos faz experimentar uma alegria plena. Abre nossos corações à esperança e favorece o amadurecimento interior na relação com Deus e com o próximo”.
Antes de pronunciar a oração em latim, Francisco pediu a Virgem Maria que propicie para a Igreja “um renovado Pentecostes; que nos doe a alegria de viver e testemunhar o Evangelho e infunda em nós um intenso desejo de ser santos, para a maior glória de Deus”.
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Assista:
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Papa anuncia nomes de 14 novos cardeais
Francisco surpreendeu todos (inclusive os recém-nomeados) ao comunicar este domingo (20/05) a realização de um consistório no dia 29 de junho.


Cidade do Vaticano - A Igreja vai ganhar no próximo dia 29 de junho 14 novos cardeais. O Papa Francisco surpreendeu todos (inclusive os recém-nomeados) ao comunicar este domingo (20/05), após a oração mariana do Regina Coeli, um novo consistório, sinal de universalidade da Igreja, “que continua a anunciar o amor misericordioso de Deus a todos os homens da terra”.
“A integração dos novos cardeais na Igreja de Roma manifesta também a relação indissolúvel entre a Sé de Pedro e as Igrejas particulares espalhadas nos mundo”
São eles:
Sua Beatitude Louis-Raphaël I Sako, Patriarca de Babilônia dos Caldeus;
Dom Luis Ladaria, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé;
Dom Angelo De Donatis, Vigário-geral de Roma;
Dom Giovanni Angelo Becciu, Substituto para Assuntos Gerais da Secretaria de Estado e Delegado especial junto à Soberana Ordem de Malta;
Dom Konrad Krajewski, Esmoleiro apostólico;
Dom Joseph Coutts, Arcebispo de Karachi (Paquistão);
Dom António Augusto dos Santos Marto, Bispo de Leiria-Fátima (Portugal);
Dom Pedro Barreto, Arcebispo de Huancayo (Peru) e Vice-Presidente da REPAM, Rede Eclesial Pan-amazônica;
Dom Desiré Tsarahazana, Arcebispo de Toamasina (Madagascar);
Dom Giuseppe Petrocchi, Arcebispo de L’Aquila (Itália);
Dom Tomas Aquinas Manyo Maeda, Arcebispo de Osaka (Japão).
Além destes, Francisco nomeou também como membros do Colégio Cardinalício um arcebispo, um bispo e um religioso mais idosos (sem direito de voto em um eventual conclave) que se distinguiram por seu serviço à Igreja:
Dom Sergio Obeso Rivera, 86, Arcebispo emérito de Jalapa (México);
Dom Toribio Porco Ticona, 81, Prelado emérito de Corocoro (Bolívia);
Padre Aquilino Bocos Merino, 80, claretiano espanhol.
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Assista:
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Reflexões para seu domingo

Uma só língua
Só com a linguagem do amor é que vamos nos entender para nos ajudarmos mutuamente e, assim, construiremos uma sociedade mais justa.


A bíblia narra a história da torre de Babel. Nela vem apresentada a vontade de o ser humano se unir para chegar ao céu e dominar tudo como tivesse o poder divino. Mas, com esse intento, o ser humano erra e se desentende, não conseguindo realizar seu projeto de dominação (Cf. Gênesis 11,1-9). Apoderar-se do divino sem seu poder leva a humanidade a viver em verdadeira confusão. Só um homem é Deus, o Filho dele. Provou-o sua ressurreição. Andando como e com Ele aprendemos a falar, mesmo com línguas ou realidades diferentes, a linguagem que nos leva à união e a divinização do humano na caminhada neste planeta. Só com a linguagem do amor é que vamos nos entender para nos ajudarmos mutuamente e, assim, construiremos uma sociedade mais justa.
A ação do Espírito Santo inundou os discípulos de Jesus no dia de Pentecostes, para eles superarem o medo e se encherem de entusiasmo para propor a todos o caminho que leva ao entendimento, à promoção da justiça e da solidariedade. Esse mesmo Espírito atua em pessoas do bem, que ajudam a humanidade a ter o coração  compassivo e disponível, com a humildade de saberem que são instrumentos de Deus para a promoção do bem comum. O esforço para a superação das rivalidades, dos ódios e dos mecanismos de morte faz com que muitos se coloquem em ações de real serviço aos mais frágeis e carentes de promoção e superação de seus males.
O apóstolo Paulo mostra a realidade humana que vive como em dores de parte, devido aos males causados pelo pecado e toda a maldade na convivência social (CF. Romanos 8,22-14). De fato, as armas feitas para as guerras e mortes, o flagelo da forme de um quarto da humanidade, assassinatos e mortes no trânsito aos milhares, exclusões sociais aviltantes, corrupção bastante ampliada e outros males só podem ser combatidos e superados com a consciência do verdadeiro amor trazido pelo Filho de Deus e inoculado nos corações pelo Espírito Santo.  Quem tem sinceridade de coração e coopera com a ação desse Espírito fala a linguagem do Cristo e colabora com o entendimento e promove a solidariedade humana, superando a Torre de Babel.
Usufruimos da água da fonte de Cristo (Cf. João 7,37-39) quando nos deixamos impulsionar por seu amor, na atitude de quem se embebe do líquido santo da compaixão, da vontade de ser canal de condução da  verdade, do caminho e do amor dele para ajudar quem precisa de compreensão, de justiça e de paz.
Muitos complicam a convivência devido a seu fechamento em si mesmo e falta de altruísmo e sensibilidade em relação às carências do semelhante. A linguagem do amor nos torna mais felizes por sabermos viver com mais riqueza de doação. É mais fácil convivermos no entendimento do que na rispidez e fechamento em relação aos outros. Basta experimentarmos ser mais solidários para percebermos que somos mais felizes em dar do que em só querer receber!
                              Dom José Alberto Moura - Arcebispo Metropolitano de Montes Claros
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                                                  Fonte: cnbbleste2.org.br       Fonte: dioceseunivitoria.org.br
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O que é o Pentecostes?
Na ­ ação de Pentecostes impl­oramos: Vinde, Espírito Santo, e renovai a face da terra! Renovar é dar novas f­orças, restaurar, melhorar em todos os aspectos.

O Espírito Santo faz isso e mais, age na Igreja, no mundo e em nós. Ele “sopra”, infunde, renova, derrama o amor de Deus em nossos corações (Rm 5,5). Sem a sua inspiração nem saberíamos rezar, diz São Paulo: “O Espírito socorre nossa fraqueza, pois não sabemos o que é conveniente pedir, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inefáveis” (Rm 8,26).
Jesus prometeu e enviou seu Espírito como defensor e mestre de toda verdade. Desde então ele gera a Igreja. Os Atos dos Apóstolos narram que a efusão de seus dons tirou o medo e deu coragem aos discípulos da primeira hora. Foi o início da renovação! Pentecostes significa na Nova Aliança o nascimento da Igreja, obra do Espírito do Senhor. O mistério pascal chegou à sua plenitude. O amor da Trindade criou o espaço de comunhão e testemunho da vida com Cristo aqui e no céu. Nunca foi nem será fácil ter a fé autêntica em Jesus Cristo, viver o Evangelho, formar a Igreja!
A teofania de Pentecostes fortaleceu e guiou na fé os Apóstolos na plena consciência de serem discípulos missionários de Jesus.Lá no ambiente hostil do paganismo, a efusão do Espírito unificou ideias, atitudes, caridade e sustentou o discipulado e a missão. Manifestou que Trindade e Igreja são inseparáveis. Hoje, toda comunidade cristã vive do Pentecostes. O Espírito age conosco do mesmo modo que na Trindade, ensina a teologia. Ele nos alenta na comunhão e reciprocidade do amor a Deus e aos irmãos e nos convoca a sermos sacramento e sinal da comunidade divina no mundo. A comunhão com Cristo por seu Espírito é a natureza da comunidade. Sem isso não existe Igreja nenhuma!
Nem ministérios leigos, pastorais, catequese, carismas etc. A coerência dos gestos de culto com a vida fraterna se deve à renovação do Espírito. Bem como a audácia do testemunho, a partilha das alegrias e sofrimentos, a unidade da Igreja, o primado do Papa, a hierarquia, o laicato cada vez mais autoconsciente e o sangue de novos mártires derramado na fidelidade à justiça do Reino.
Nunca foi nem será fácil ter a fé autêntica em Jesus Cristo, viver o Evangelho, formar a Igreja! São complicadas as situações: na família, no trabalho, nas diversões e relações de um mundo agitado, competitivo e malicioso. Temos que vencer os impulsos de egoísmo, orgulho, sensualidade e as inclinações sedutoras que falseiam as opções corretas. Saber discernir o bem e o mal é exigência constante para quem abraça a vida cristã e não vive só para produzir e consumir!
O Pentecostes atual da Igreja não aliena o cristão do mundo nem o fecha no templo. Somos cristãos “em saída”, respirando e proclamando as maravilhas de Deus. Maria, esposa do Espírito Santo, que rezou e confortou os apóstolos à espera dele, hoje intercede por nós e nos apoia na perseverança.
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sábado, 19 de maio de 2018

Pentecostes:

O nascimento da Igreja Missionária
Cinquenta dias após celebrarmos a Ressurreição de Jesus, somos convidados a rezar a Solenidade de Pentecostes. Na liturgia, com a celebração de Pentecostes, se encerra o tempo pascal e retomamos o tempo comum, tempo de rezar a vida pública de Jesus e a nossa missão como seus discípulos.

Antes de receberem o Espírito Santo, a força do alto, os discípulos não passavam de um grupo paralisado pelo medo. Ser discípulo apenas para assistir o que Jesus fazia, era uma atitude muito cômoda. Após a Ascensão os discípulos ficaram meio que perdidos, pois não sabiam o que fazer e nem como fazer e se perguntavam? Quem irá agora anunciar o Reino? Quem irá evangelizar os pobres? Quem irá acolher os pecadores? Quem irá consolar os tristes? Quem irá partilhar o pão? Quem irá cuidar dos doentes e abandonados? Enquanto Jesus estava com eles, era Jesus quem realizava estes gestos de amor.
Por isso, Pentecostes marca o nascimento da Igreja missionária, quando os discípulos vão compreendendo que agora são eles que devem continuar os gestos de amor de Jesus neste mundo. Agora são os lábios dos discípulos que tem que anunciar o Reino. São as mãos dos discípulos que tem que partilhar o pão. E é o coração do discípulo, que se revestiu do amor de Cristo, que irá continuar oferecendo amor para manter a esperança de vida.
Espírito Santo é o dom que o Pai nos concede para que sejamos capazes de guardar a Palavra do seu Filho em nossa vida. O Espírito fez os discípulos recordarem que Cristo havia colocado o Evangelho em seus corações e que, por amor a Cristo, os discípulos guardaram sua palavra: “Quem me ama guardará minha palavra”. Sabendo que a Palavra do Cristo permanece no coração de quem Nele acredita, os discípulos, na força do Espírito, amor que nos move porque nos reveste de esperança, foram levar o Evangelho até os confins da terra.
Sendo assim, em Pentecostes nasce a Igreja missionária, a Igreja que se descobre em constante saída, como tão bem tem falado o Papa Francisco. Uma Igreja que vai às periferias do mundo porque o Espírito nos impulsiona para levar a Palavra de Jesus aonde não existe mais sinal de esperança. Onde a vida é desrespeitada e ferida, é lá que o Evangelho, que é palavra capaz de salvar, deve ser proclamado.
O Espírito Santo derramado sobre os nossos corações, como dom do Pai e do Filho, nos capacita para falar a linguagem do amor, caminho indispensável para a unidade tão desejada por Jesus para sua Igreja: “Que todos sejam um!”. A linguagem do amor nos fortalece para superarmos as divisões e crescemos no testemunho de Cristo por uma profunda vida de fraternidade. “Nisto reconhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros”.
O Espírito Santo é o defensor que Jesus nos enviou para sermos suas testemunhas, mesmo quando situações adversas e perseguições querem destruir nossa fé. O Espírito é força que liberta a vida. É força que transforma todas as realidades, porque ele nos capacita para viver o amor que renova a face da terra.
                                                                                           Pe. Luiz Camilo Junior, C.Ss.R.
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Pentecostes:
Receber e viver os Dons do Espírito Santo
Ao celebrar Pentecostes, a Igreja que relembra a vinda do Espírito Santo. Neste vídeo, fiéis relatam como vivenciam a Festa de Pentecostes e testemunham os Dons do Espírito Santo em sua vida. Padre Braz Romeiro, explica mais detalhes sobre a solenidade da Igreja.
                                                                                                                    Valquíria Vieira
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                                                                                 Fonte: a12.com        Foto: Shutterstock